Reflexões de uma Viagem de moto pela América do Sul. Rumo a um Mundo Novo. Rumo a um Mundo Melhor.
2 de outubro de 2009
"Amabilidade"
19 de setembro de 2009
Nova consciência
São muitos os que tem seqüelas dos sangrentos conflitos que envolveram a Colômbia nos anos anteriores. Um amigo, Sebastian, 21, ex paramilitar cuja casa foi queimada e teve o pai morto à quatro anos atrás, contou-me um pouco de sua vida...
Aventureiro e muito falador, conta os profundos ensinamentos de seu pai.
Diz que quando niño seu pai o levava sempre aos campos e as plantações e dizia para ele:
- Cheire a terra meu filho e aprenda a amar esse cheiro. Semeie, cultive, trabalhe a terra e colha os frutos. Tente sempre entender esse ciclo. Não se pode colher sem semear.
Conta que uma vez haviam passado um tempo plantado várias árvores nas redondezas da sua casa. Um dia estavam caminhando e seu pai de repente parou em frente a uma arvore que havia sido plantada a cerca de 15 dias e disse:
- Filho, arranque essa árvore. Sebastian sem entender muito o que se passava foi até a árvorezinha, agarrou-a com as mãos e arrancou com todas suas raízes.
Seu pai deu um sorriso satisfeito e não disse nada. Caminharam mais um pouco e pararam em frente a outra árvore. Essa bem mais robusta, mas ainda jovem, com pouco mais de um mês. Seu tronco não era mais grosso do que as duas mãos de Sebastian.
Novamente veio a ordem:
- Filho, arranque essa árvore agora. Sebastian subestimou a árvore e foi confiante agarra-la e puxa-la. Não precisa dizer que ele mexeu para todos os lados e não conseguiu sequer ver as primeiras raízes. Arriscou pegar um machado, mas seu pai reprovou e disse que queria que ele a arrancasse com todas suas raízes.
Depois de um tempo sem sucesso Sebastian perguntou o que aquilo queria dizer.
Então ouviu uma lição, seu pai lhe explicara sobre os vícios das drogas. Que como as árvores, os vícios se enraizam de maneira tal que só temos a chance de remove-los quando ainda muito jovens. Do contrário vão se enraizar para sempre.
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Emocionado ao lembrar as lições de seu pai, camponês dos andes, Sebastian conta que isso parece algo tão obvio hoje, ter cuidado com os vícios. Mas diz que infelizmente todos seus amigos de infância hoje são viciados e estão envolvidos com o Narcotráfico e acrescenta que as lembranças de uma tarde com seu pai, das lembranças das dificuldades e das tentativas em vão de sacar a árvore da terra, o livraram de tantas oportunidades de tornar-se um viciado ou traficante.
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Sebastian ainda critica o quanto estamos envolvidos em um mundo de ilusão, desejando sempre dinheiro, mulheres e carros. Explica sobre os atalhos que o narcotráfico fornece para conquistar essas coisas e a forma como isso vai tornando os envolvidos cada vez mais sanguinários e famintos por alcançar isso.
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Treinador de cães para Departamento Anti Drogas de Medellín, conhece o sistema. Cheio de ideologia, diz que quer muito viajar pelo mundo também para descobrir outros países e outras culturas. Aprender outros idiomas e tentar fazer algo pelas pessoas.
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Hoje Sebastian estuda gastronomia, é Chef de um restaurante, funcionário do município de Medellin e treinador de cães. Além claro de ser um grande revolucionário em suas idéias.
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Eu nos caminhos das montanhas tentava lembrar onde as crianças aprendem a serem incorruptíveis. Onde os pequeninos recebem grandes lições de sabedoria, de cidadania que vão faze-los adultos conscientes sobre as enfermidades do mundo e responsáveis diretamente por muda-las.
Temos que começar a criar uma nova linha de ensino, onde se aprenda a não se corromper. Onde seja ensinado ajudar o próximo, a entender a importância do trabalho em prol da humanidade, que se ensine sobre responsabilidade social e ambiental.
Precisamos ir semeando esse novo estado de consciência...
15 de setembro de 2009
90 dias
Tres meses?
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Nao nao... Tem algo errado... Meros noventa dias...?
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Salve Einstein e a teoria da relatividade. Poderia jurar que hoje se completariam tres anos, mais talvez, desde que desprendi da minha cidade e fiz uma pausa no convivio com muitas das grandes pessoas da minha vida.
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Eu cheio de dúvidas, de anseios, sabendo tao pouco sobre o que isso representaria na minha vida. Um enorme território desconhecido a desbravar, a distância física de tantas pessoas importantes, a segurança e o carisma de Joao Pessoa que por tantos anos foi um porto seguro.
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Os medos. Nao dos bandidos, nem das estradas, nem do passo seguinte desconhecido. Os medos que sentia sobre sacrificar as boas horas de convivencia em conversas despretenciosas, engraçadas e as vezes profundas abordando a vida, os sonhos, as decisoes.
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O caminho e o bombardeio de incertezas só aumentaram a cada quilometro que foi rodado e nao me livrei das duvidas, aprendi a conviver em paz com elas.
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Duvida, insegurança, a necessidade de tomar decisoes rapidas, o cansaço, a liberdade, a incrível fé que me acompanha, a saudade bem especifica de pessoas e momentos. As incriveis paisagens e historias, o roteiro do dia seguinte, os trevos das estradas e o caminho.
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O caminho é o que há de mais maravilhoso. No físico, no mental e no espiritual. O movimento do mundo ao meu redor gera sensaçoes e sentimentos únicos, pensamentos impossíveis e me dao a impressao de voar.
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Três países. Um mundo desconheçido ainda por vir nos muitos milhares de quilometros que faltam para essa jornada.
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Desprendimento
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E como se a cada dia fosse necessário eu avaliar o segundo anterior e a decisao seguinte. E da mesma forma como se fosse necessário esquecer o segundo anterior e o seguinte e enxergar o exato em que estou.
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Um turbilhao de emoçoes que controle, amarro, desato, me tras paz e agitaçao.
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Tenho inumeras vezes a sensaçao de que a Terra nao gira mais e eu é que estou girando em círculos ao seu redor.
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Me sinto bem em viajar e viver essas maluquices!
Hoje, sensaçao de anos longe de todos. E como se num piscar de olhos pudesse estar ao lado de cada um!
Vivam os modestos 90 dias de viagem.
2 de setembro de 2009
Venezuela
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Fui bombardeado pelos Venezuelanos que insistiam em dizer que era “Absolutamente” insano cruzar a venezuela sozinho e que era muito provavel que eu fosse assaltado em algum momento. A palavra Periculoso foi incontaveis vezes pronunciada.
Sim, depois de tantas informaçoes sobre as lendas de super bandidos e traficantes que eu enfrentaria fiquei com medo.
Parece algo muito simples essa história de ter medo, mas eu sou duro na queda e para os que me conheçem sabe que eu admitir que fiquei intimidado é por que a coisa foi séria.
Mas muito acima do medo estava a vontade incrivel de desbravar esse territorio novo e fazer essas lendas de fato ficarem na condição de lendas.
Aos poucos fui me tranquilizando e a cada nova cidade que passava, que pelas informaçoes eram praticamente sitiadas pelo perigo, fui refletindo sobre como precisamos encarar os perigos para seguir nossos objetivos e que se pararmos na primeira ameaça podemos ter sido vítimas apenas de lendas.
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Agora ja estou ate furando barreiras nas estradas, subindo e descendo os Andes e se olhar feio eu ja retruco. “¿Qué Passa? ¡ Soy BRASILEIRO MERMAO!
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Nesse país enfrentei os mais diversos climas. Aridez extrema e ventos super gelados dos Andes. Vi animais muito diferentes do que tem no Brasil e paisagens que lembram o Sertao Nordestino arrancando saudades imensas.
Aprendi a entender muito mais español e falar o suficiente para uma conversa despretenciosa com algum habitante com uma boa história.
Levo para Colombia uma boa bagagem de sensaçoes novas e uma enciclopédia de detalhes aprendidos nesse mês na Venezuela.
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Devo ainda ficar nesse país mais 5 dias e finalmente entrar na Colombia pela regiao da La Guajira, extremo norte da América do Sul.
18 de agosto de 2009
Pedir
Para muitas pessoas é algo natural, uma comodidade, um meio de fazer sem esforço já que outro (aquele que atendeu ao pedido) o fará.
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Segundo o que acredito, uma das grandes chagas da humanidade é o Orgulho. Esse sentimento tão complexo e em sua maior parte daninho é mesmo difícil de lidar.
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Existe, para os orgulhosos, uma imensa dificuldade de se conseguir as coisas simplesmente “Pedindo”. Muito mais do que uma comodidade, pedir parece ser uma maneira de assumir não ser capaz. O orgulhoso nunca se deixa abater por que pensa que pode se virar sozinho em toda e qualquer situação. É claro que se for um orgulhoso competente o fará sem problemas, mas o exercício da humildade vai sempre passar distante.
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Tente agora compreender o que se torna um ser orgulhoso por achar que pode resolver sempre tudo sozinho e otimista por pensar que tudo sempre vai dar certo, mesmo fazendo tudo sozinho. E não é por falta de oferecimentos de ajuda, é simplesmente por achar que pedir pode incomodar ou que não é necessário ainda. E esse “ainda” se prolonga ate que de alguma maneira esse ser dê um jeito de resolver as coisas.
Bom, um ser desse nível precisa aprender muito sobre humildade não é?
Eu sei que sim. Tenho muito que aprender sobre isso.
Por que confessar-se um bendito ser orgulhoso a essa altura é simples, eu consegui fazer uma força extra e PEDI.
Pedi ajuda para Moto Honda da Amazônia e mesmo estando completamente “pragmático” sobre o interesse da maior montadora de motos da América Latina em meu projeto, fui surpreendido.
Muito mais do que peças e revisão eu ganhei uma verdadeira lição sobre acalmar o coração, respirar fundo e aceitar que as pessoas podem sim ajudar simplesmente pelo fato de ajudar.
Quem me dera sugerir a idéia de patrocínio para o que aconteceu. Assim eu poderia retribuir com divulgação da marca e teria que cumprir metas, talvez ter a obrigatoriedade de participar de eventos relacionados... Mas não. Simplesmente NADA me foi pedido em troca e muito me foi dado.
Tenho mesmo que agradecer pela lição de moral que tomei.
Alias, tenho que agradecer muita coisa.
Pela forma como meu pai me ajuda a ser perseverante e tomar as decisões certas.
Pelas pessoas que conheci nesse caminho e que já estavam comigo muito antes dessa viagem acontecer, sempre oferecendo ajuda em tudo.
A todas que eu disse não ou pareci constrangido, sem mostrar interesse na idéia de ser ajudado, me perdoem.
Posso dizer hoje que aprendi sobre simplesmente aceitar uma mão estendida ao invés de tentar e fazer força ate conseguir levantar sozinho.
Deixo Manaus depois de um longo período de reflexões, de adaptação, de experiências difíceis, mas de grande aprendizado.
Sigo amanhã novamente rumo ao Mundo Novo que me propus a descobrir.
Com mais fé, com mais amigos, com mais força e agora também com um pouco mais de desprendimento da chaga do Orgulho.
Acompanhem-me amigos. Estão comigo, eu sinto. E estou também com todos!
Ajuda da Moto Honda da Amazônia:
Pneus e rodas dianteiro e traseiro novas.
Paralama novo.
Telescópio novo.
Rolamentos da direção novos.
Embreagem nova.
Carburador novo.
Tanque de combustível novo.
Banco novo.
Retentores, óleo e filtro novos.
Maneta de freio nova.
Revisão incluindo testes em pista de prova.
Indicação das fábricas do Peru e Argentina para nova ajuda.
31 de julho de 2009
Preparando a segunda etapa
Estou aguardando um navio.
Hoje é domingo, embarco na terça-feira e saio na quarta. Aguardar é mesmo algo difícil para quem vem de intensos trinta dias de movimento.
Hospedado na casa de um grande amigo que mergulhou nos meus ideais, espero as horas passarem, as vezes frente ao computador e as vezes sentado na cama olhando o teto.
Poderia me ocupar facilmente, mas o silêncio a essa altura é necessário. Revela todos os medos escondidos ou disfarçados no movimento.
Sim, as poucas pessoas que me conhecem facilmente identificam a forma como procuro atropelar algumas idéias com a velocidade das mudanças e procurar esquecê-las em vez de encará-las.
O silêncio e a solidão neste caso me desarmam e me deixam sem alternativas a não ser pensar sobre tudo e tentar entender e colocar cada pensamento em seu devido lugar.
Nem sempre achando soluções, nem sempre resolvendo, mas colocando-me ciente de cada coisa que vivo, que imagino, que almejo, sem deixar que desejos ou medos escondam-se, impedido refletir a respeito.
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São nesses momentos de silêncio em que consigo ver e ouvir o que está se passando em meu coração. Escutar os próprios pensamentos e até opinar sobre a própria intuição.
Em meio a isso tudo o tédio. Como se a terra parasse de girar e a velocidade com que as coisas mudam simplesmente congelasse.
Quando perde a importância levantar, se mexer, comer ou dormir sobra uma única alternativa: Pensar.
A direção dos pensamentos pode ser livre no começo, mas devagar as perguntas se aproximam e o querer entender o porquê das coisas passa a ser mais uma busca.
Cito outro filósofo, “conhece a ti mesmo”.
É claro que não é necessário cair no mundo para olhar para si e lapidar-se, mas essa vivência no mundo começa a trazer perguntas que talvez nunca me faria enquanto parado e estão me levando a respostas surpreendentes que me modificam a todo instante.
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As pessoas estão com esperança e querem uma mudança no mundo. Sentem a transição que já acontece, mesmo num ritmo lento. Cada vez que vejo um par de olhos brilhando e acreditando nessa “revolução” sinto que essa viagem faz mais sentido.
A teoria de que podemos perdoar, ajudar o próximo e que semeando ações de bondade vamos colher felicidade é cada vez mais sentida. Existem cada vez mais exemplos e cada vez mais adeptos a essas idéias e o medo do mundo “violento e miserável” passa a ser encarado com coragem e disposição para mudança.
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Depois de sete longos dias em um navio, perdi a noção do tempo mais uma vez e perdi o ritmo. Agora em Manaus tenho grandes deveres. O dinheiro acabou e é hora de trocar trabalho por mais alguns quilômetros.
Está se aproximando a segunda etapa, muito mais intensa e difícil e preciso de muita disciplina para encarar o que está por vir. Essa disciplina tem que estar presente desde já, mas confesso... Estou precisando de fôlego para um recomeço intenso nessa cidade. Fôlego para quando sair pelas ruas dessa cidade conquistar o que almejo, fazer as coisas acontecerem mesmo longe de tudo e todos.
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O prazer de convencer-me novamente que nada é impossível e que perseverança e luta são armas para qualquer batalha que venha a surgir.
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Uma das lutas particulares porem é conseguir livrar-me da pressão que eu mesmo imponho sobre meus dias, meus atos, minhas conquistas. Tenho impressões de que faço ainda somente o que é trivial frente ao que se tem para fazer...
Talvez eu precise de mais tempo para saber o que fazer para ir mais a fundo nessa mudança...
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Em meio a imensidão da Amazônia, com seus cheiros, gostos e costumes, me preparo para o grande segundo passo que deve acontecer em menos de uma lua.
16 de julho de 2009
Um Mês
Minha Rota
Há trinta dias atrás subi em minha moto para realizar uma viagem de quarenta mil quilômetros percorrendo toda América do Sul ao longo de um ano e meio.Não sei espanhol e nunca saí do país. Tenho uma moto usada, uma barraca e muita disposição. Não tenho dinheiro para todo trajeto, nem para todo tempo, terei que trabalhar ao longo do caminho. Quero conhecer muito, por isso tanto tempo de viagem.
Tenho um roteiro geral e grosseiro apenas para me orientar quanto ao tempo. Os caminhos do dia a dia escolho intuitivamente em cada trevo, diante das direções de placas ou da beleza das pequenas estradinhas escondidas.
Tenho uma causa: “Mostrar que o mundo está melhorando”, através das pessoas que conheço ao longo do percurso, procuro entender suas realidades, saber são felizes, saber se acreditam num mundo melhor, saber se realizam seus sonhos. Ainda estou construindo meus ideais para que essa causa ganhe ainda mais força.
Conto com uma incrível fé dos meus amigos, do incentivo dos que conheço no caminho e dos que viram espectadores.