Engraçado o que acontece comigo quando estou cansado, tenho a certeza que meus direitos aumentam proporcionalmente ao meu desgaste físico e mental.Quando cansado julgo precisar de mais atenção, afinal, por que demoram tanto a responder... estou exausto!Acho que posso gastar mais, afinal estou tão cansado, mereço isso.Não preciso parar para anotar nada... Eu anoto quando estiver descansado.Será que NINGUÉM está vendo que estou cansado caramba?! O fato é que o mundo não para, nem da mais atenção, nem se preocupa com isso, afinal, todos nós estamos cansados. Cansados de trabalhar. Cansados das mesmas coisas.Cansado de não ter feito nada para se melhor do que era ontem. Precisamos respirar e descansar. E então ou nos movemos rumo a algo melhor ou estacionamos no tempo. E o que está parado... está morto.
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CURIOSIDADES
O
Camelbak:

Eis uma ferramenta maravilhosamente útil. Hoje não consigo andar mais de cem
quilômetros sem tomar um gole de água. Ah sem precisar parar a moto. Essa mochila cantil facilita muito nossa vida, mas devemos ler os manuais antes de operar.
Eu por algum engano devo ter jogado fora o que veio na minha e aprendi a usar na pratica. Mas para os desavisados, uma dica:
Assim que você sai para uma aventura dessas, sua cabeça está a mil e alguns
fatores ficam deficientes como os cálculos físicos.
Pouco mais de 50 km de estrada e deu a bendita sede, mas olhe só, tenho um
camelbak!
Faço uma ultrapassagem, dou uma acelerada e logo tento tomar água pela ponta da mangueira. Bom, ai vem a primeira parte da lição, descubra como funciona a bendita válvula de abertura. Com o capacete atrapalhando eu usei minha boca e mordi, puxei, empurrei e nada. Claro que no manual estaria escrito: “Para ter acesso a válvula retire a tampa de
proteção”. Quase depois de ter engolido a bendita tampa, que muitas mordidas depois soltou-se na minha boca, aprendi que o
acionamento da válvula acontece com um simples puxão. Parei é claro ate descobrir isso, mas indignado com a falta de prática para usar algo tão simples, resolvi fazê-lo enquanto pilotava, afinal essa era a utilidade dessa mochila de água. Devagarzinho realizei a proeza de tomar água andando de moto. Que coisa boa, a válvula é tão simples. Relaxado tomei água umas três vezes. Mais a frente e mais relaxado, tão relaxado que me encontrava encostado no baú pressionando o super cantil com as costas, decidi pelo quarto gole de água que lavou literalmente a viseira do capacete. Imaginem um extintor
acionado em sua boca enquanto você pilota em alta velocidade...
Minha mãe sabe o quanto eu gosto dos manuais. Facilitam nossa vida.

Os olhos dos motociclistas (um dia provarei essa teoria) devem desenvolver ao longo dos
quilômetros rodados uma película de
proteção. Hoje me considero um perito no
quesito “
inseto no olho”.
Com habilidosos movimentos das
pálpebras e retina consigo
isolalos no canto. Claro que um olho de cada vez, afinal preciso estar com pelo menos meia vista na estrada.
Quando os bichinho permanecem vivos é uma verdadeira briga entre piscadas e os movimentos do infeliz. E nem tente usar os dedos, ao esmaga-los e suas micro
vísceras espalharem-se, pode feder, arder, coçar e outros mil efeitos colaterais. Portanto é melhor que esses artrópodes fiquem vivos até estarem fora dos meus olhos.
E não
poderia deixar de dizer que quando nossos amigos não estão me incomodando nos olhos é por que estou degustando...
Eu já conhecia o sabor nem sempre doce, nem sempre salgado de algumas espécies de
insetos. Mas ultimamente esses
lanchinhos de viagem têm me surpreendido. São gostos muito diferentes dos quais eu estava habituado. E olhe que tenho
know-
hall para opinar nessa área
gastronômica. Principalmente as borboletas. Aquelas
amarelinhas então... Alem do gosto azedo ainda resolvem bater no meu para brisas (é isso mesmo, minha moto tem
para brisas) e se espatifarem deixando seu cheiro podre na minha frente. Pior é quando pega na "quina" que metade fica no
parabrisa e metade no meu rosto. Ai passo os dedos para limpar e espalho aquela
meleca das lindas
borboletinhas amarelas na minha cara.
Para evitar maiores
incidências já dizia meu pai: "Não viaje no horário dos bichos". Perto do pôr do sol os bichos saem de suas tocas para se alimentar. Isso inclui todos os bichos, não só
insetos.
Bom pessoal, de barriga cheia encerro aqui.
Obrigado a todos pelos apoios e pela paciência de acompanhar.